domingo, 29 de junho de 2014

O texto “O modelo dos modelos” e sua relacão com o AEE



O texto de Ítalo Calvino “O modelo dos modelos”, nos leva a uma reflexão sobre nossa prática profissional e também sobre visão do outro.  Pois para nós educadores a reflexão  sobre o nosso papel na sociedade e a busca por mudanças deve ser algo contínuo. Devemos nos lembrar que ao longo dos anos nossa educação vem passando por transformações significativas, que tem por finalidade formar educandos  formadores de opinião e cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.
Trazendo o texto para nossa prática no AEE, podemos dizer que o texto de Ítalo Calvino seja reflexo da caminhada da Educação Inclusiva ao longo da história da nossa educação. Pois passamos por várias mudanças, “modelos”, os quais estão sempre em discussão e reflexão:
No ano de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) para a educação foi publicada.  Tais diretrizes tomaram como referência o texto da Constituição Federal de 1988 e do  Estatuto da Criança e do Adolescente para explicitar a declaração do direito à educação, sem apresentar, em relação a esses documentos, alterações significativas. É importante  destacar que essa normativa também assume a escola pública como espaço de todos.  E no que se refere à Educação Especial, a Lei nº 9.394/96 apregoa/reforça a  universalização da educação. Essa lei preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar  aos alunos currículos, métodos, recursos e organizações para atender as suas necessidades  específicas. Vale lembrar que, com a LDB de 1996, a Educação Especial passou a ter um  capítulo exclusivo – o capítulo V –, apresentado em três artigos que caracterizam a  modalidade de ensino:
Brizzolla (2007) considera que, no contexto histórico-político da educação brasileira, o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade estabeleceu sua proposta de mudança social de forma explícita, comprometendo-se com princípios de justiça e equidade social.  
Calvino, nos mostra que como seres em mutação de opiniões,  e que vivemos no mundo de diversidades e que nossas escolas por sua vez , é um mundo onde boa parte dessas diversidades se encontram. E nesse espaço que nós professores nos tornamos seres responsáveis por despertar em nossos alunos o senso de respeito e responsabilidade que devemos ter por nós e pelos outros. È claro que não é uma tarefa fácil, mas é exatamente isso que o escrito, através de seu personagem Palomar, nos mostra. Pois nós educadores não devemos ficar na mesmice, seguindo modelos antigos de educação, ter pensamentos limitados. Devemos sim, ousar nas nossas idéias de mudanças. E  nós professores de AEE, temos uma diversidade de desafios em nossas mãos, e a responsabilidade de sermos modelos de transformação na comunidade escolar  e na vida de nossos alunos .
Por fim, ítalo Calvino faz com que  reflitamos sobre nossa prática, quando diz:  “eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”.


Fonte: http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/801/646. 
Em 28/06/2014.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA QUE POSSA APOIAR O ALUNO COM TGD EM SEU DESENVOLVIMENTO

PRANCHAS DE COMUNICAÇÃO

Déficits na comunicação e interação social são características de pessoas com TEA.
Uma das características do autismo são alterações na socialização, linguagem/comunicação e comportamento.
Os Recursos de baixa tecnologia, como as pranchas de comunicação contribuem  para proporcionar e ampliar habilidades funcionais das pessoas com autismo e consequentemente promover sua maior independência.
As pranchas de comunicação podem ser utilizadas com alunos com TEA, em todas as idades dependendo das dificuldades de comunicação. As atividades com pranchas podem ser usadas em todo o ambiente escolar com:(sala de aula comum, AEE, Biblioteca, laboratório de informática, etc). Para facilitar o desenvolvimento do aluno com autismo se faz necessário que o professor faça intervenções constantes para que sua oralidade seja explorada.
As pranchas servem também para facilitar e possibilitar a construção do conhecimento através de objetos ou com vocabulários dos símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números, ambiente, objetos de uso, comida, animais e outros, sendo trocados por outros no momento em que estes se apropriarem do significado. Elas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras do usuário, conforme as necessidades do mesmo.
Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar apontar ou ter a informação apontada pelo seu mediador de comunicação dependendo de sua condição motora.

PRANCHAS COM SÍMBOLOS PCS


Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS - Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.



descrição de imagem:

Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias sociais (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).

TRABALHAR SOCIALIZAÇÃO E ORALIDADE


Para trabalhar o nome dos colegas da sala, pode-se utilizar esse tipo de chamada. O aluno coloca a foto dos colegas que estão presentes, nomeia–os e realiza a  contagem dos presentes. É uma maneira lúdica e que geralmente surte efeito na  aprendizagem e socialização do aluno.




TRABALHANDO A ROTINA

Uma característica do aluno autista é a necessidade de ter segurança em sua rotina diária, para auxiliar nessa necessidade podemos montar a rotina semanal utilizando fichas / cartaz organizando a rotina diária/semanal do aluno Autista. Utilizar o sistema baseado em figuras ou fotos selecionadas de acordo com as necessidades e/ou interesses individuais. Quando o autista estabelece a associação entre a atividade e o símbolo facilita tanto a comunicação quanto à compreensão.



http://www.bengalalegal.com/boardmaker -  acessado em 05/06/2014

http://www.assistiva.com.br/ca.html. Acessado em 05/06/2014

http://jucienebertoldo.files.wordpress.com/2013/05/caderno pedagc3b3gico-autismo-com-sugestc3b5es-de-atividades-jogos-e-ilustrac3a7c3b5es.pdf . Acessado em 05/06/2014.





sexta-feira, 18 de abril de 2014

Deficiência Múltipla e Surdocegueira

A Deficiência Múltipla

A Deficiência Múltipla refere-se à associação de duas ou mais deficiências, conforme o Decreto nº 5.296, art. 5º (BRASIL, 2004).
A deficiência múltipla é a  deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios neurológicos, emocionais, linguagem e desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua  autossuficiência.
A caracterização dessa deficiência se dará de acordo com o nível de desenvolvimento e de alteração de cada ordem e a necessidade especial condizente dessa pessoa. (GODÓI, 2006, p.11).
Algumas características apresentadas por crianças com Deficiência Múltipla, conforme
Nascimento (2006, p.11):
·         dificuldade na abstração das rotinas diárias, nos gestos ou na comunicação;
·         dificuldades no reconhecimento de pessoas do seu cotidiano;
·         movimentos corporais involuntários;
·         respostas mínimas a estímulos causados por barulhos, toques, entre outros.
Além dessas características, devemos considerar também os fatores, como:
·         movimentos estereotipados e repetitivos;
·         não antecipação das atividades;
·         rir e chorar sem um motivo aparente;
·         resistência ao contato físico;
·         distúrbios de sono.
Causas
·         Icterícia (pele  amarelada)
·         Otite médica crônica (infecção  do ouvido)
·         Falta de oxigênio
·         Sarampo
·         Traumatismos
·         Glaucoma
·         Tumor cerebral
·         Toxoplasmose
·         Catarata
·         Casamentos consanguíneos

De acordo com informações da Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com deficiência (2010) cerca de 1% da população brasileira tem deficiência múltipla.

A prevenção, conforme Carvalho (2000, p.56), está dividida em três grupos:
·         Primária: associa-se a programas de combate às doenças (como vacinações),
acidentes, ao uso de drogas e álcool, como também a prevenções de uso de medicamentos inadequados durante a gestação (evitando assim infecções e doenças durante esse período).
·           Secundária: refere-se a ações que revertam os efeitos e a duração das deficiências, como dietas a crianças que nascem com fenilcetonúria e outras enfermidades, além de tratamentos de saúde e uso de medicamentos apenas quando prescritos por um médico.
·           Terciária: ocorre por meio de ações que limitam as consequências das deficiências já adquiridas e melhoram o nível de funcionamento do indivíduo.

Classificação da deficiência múltipla.Carvalho (2006, p.54) traz a deficiência múltipla
separada pelas seguintes dimensões:
·         física e psíquica:
- associa a deficiência física à deficiência intelectual;
- associa a deficiência física à transtornos mentais.

·         sensorial e psíquica:
- engloba a deficiência auditiva associada à deficiência intelectual;
- a deficiência visual à deficiência intelectual;
- a deficiência auditiva à transtornos mentais;
- perda visual a transtorno mental.

·         sensorial e física:
- associa a deficiência auditiva à deficiência física;
- a deficiência visual à deficiência física.
·         física, psíquica e sensorial:
- traz a deficiência física associada à deficiência visual e à deficiência intelectual;
- a deficiência física associada à deficiência auditiva e à deficiência
intelectual;
- a deficiência física associada à deficiência auditiva e à deficiência visual.

Outros transtornos associados Considerando as Deficiências Múltiplas,
podemos destacar ainda a Deficiência Múltipla Sensorial que, conforme Campos
(2003), engloba:
·         a surdez com deficiência mental leve ou  severa;
·         a surdez com distúrbios neurológicos de  conduta e emocionais;
·         a surdez com deficiência física (leve ou  severa);
·         a baixa visão com deficiência mental leve ou severa;
·         a baixa visão com distúrbios neurológicos emocionais, de linguagem e conduta;
·         a baixa visão com deficiência física (leve ou severa);
·         cegueira com deficiência física (leve ou severa);
·         cegueira com deficiência mental (leve ou severa);
·         cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.

 Recursos específicos para a pessoa com deficiência múltipla

Para suprir a necessidade do aluno com múltiplas deficiências, as escolas
precisam desenvolver um trabalho especializado e adequado a cada necessidade para que ele possa interagir e participar de todas as atividades, levando-se em conta suas limitações, a fim de superar ou minimizar suas dificuldades (GODÓI, 2006, p.12).
Pode-se ser usado também com suporte  recurso PIC – sistema de comunicação pictográfica ou por ideograma e o PCS – sistema de comunicação por símbolos, figuras, letras e números, que pode facilitar a interação dos alunos com deficiência múltipla a se comunicar e interagir com o conteúdo, com colegas e professores.

A surdocegueira

A surdocegueira é uma deficiência única caracterizada pelo prejuízo de dois sentidos, a visão e audição simultaneamente e em graus de perda diferentes. Não se trata de uma pessoa surda que não pode ver e nem de uma cega que não pode ouvir, isto é, a surdocegueira não consiste na somatória das duas deficiências, podendo não haver a perda total dos dois sentidos.
Por ser desprovida de dois sentidos importantes a perda sensorial traz dificuldades para o desenvolvimento da compreensão do ambiente e muitas vezes a pessoa com surdocegueira fica isolada das informações do mundo que a cerca. O surdocego necessita da utilização dos sentidos remanescentes, ou seja, aqueles que estão intactos: o olfato, paladar, tato e aqueles que ainda possuem resíduo: visuais e ou auditivos. Sentidos estes, que lhe trarão informações sobre o ambiente no qual está inserido.
No Brasil, a educação de surdocego existe há cerca de 30 anos, mas só a partir de 1990 houve um impulso devido a apoio de instituições estrangeiras, como a Sense Internacional Latino.
Há hoje no Brasil cerca de 250 pessoas com surdocegueira (fonte: Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e Múltiplo Deficiente Sensorial).

Causas

Alguns indivíduos se tornam surdocegos em decorrência de alguma condição resultante de meningite ou acidente com trauma. Outras condições como a rubéola materna, complicações devido a prematuridade, danos cerebrais, paralisia cerebral, diabetes, síndrome de Usher (degeneração da retina em função de retinose pigmentar), síndromes genéticas e encefalite estão entre as causas freqüentes da surdocegueira.

Classificação
Há duas formas de classificar a pessoa com surdocegueira: o Pré-linguístico e o Pós-lingüístico.

Pré-linguistico: quando a pessoa nasce com a surdocegueira ou a adquire logo quando bebê, antes da aquisição de uma língua.

Pós-linguístico:quando a pessoa adquire a surdocegueira depois da aquisição de uma língua (português ou LIBRAS) ou que já apresentava uma deficiência sensorial seja ela visual ou auditiva e adquire a outra. Pode acontecer também de a pessoa adquirir a surdocegueira sem antes ter apresentado nenhuma deficiência.

Tipos de Surdocegueira

-Cegueira Congênita e Surdez Adquirida
-Cegueira e Surdez Adquirida
-Surdez Congênita e Cegueira Adquirida
-Baixa visão com Surdez Congênita ou Adquirida.
-Cegueira e Surdez Congênita
 Recursos específicos para a pessoa com surdocegueira

Línguas de sinais e intérprete: é o meio de comunicação mais comum utilizado, se a pessoa nasceu surda a primeira língua aprendida é a dos sinais (LIBRAS). Com o campo da visão reduzido o surdocego interpreta os sinais por meio dos movimentos do interprete que por sua vez, faz também um segundo papel: o de guia ou o chamado guia-intéprete, o qual necessita conhecer várias formas de comunicação.
É imprescindível para uma melhor locomoção, que o surdocego passe pelos treinamentos dos Programas de Orientação e Mobilidade (O.M). Treinamentos pelos quais passam pessoas com cegueira congênita ou adquirida, tendo como principal característica o uso da bengala.

Braille: é um recurso utilizado pelas pessoas com cegueira para desenvolver a escrita e a leitura pelo tato. Para tanto são usados recursos materiais como: reglete, punção, máquinas braille  e soroban.

Alfabeto Dacticológico: é o uso do alfabeto manual, em alguns casos, já utilizados pelos surdos. O interlocutor faz a letra na palma da mão da pessoa surdocega. Cada letra corresponde a uma posição dos dedos.

Tablitas de comunicação: é um meio de comunicação feito de plástico resistente com letras em relevo, números ordinários e caracteres em braille. A pessoa com surdocegueira, coloca o dedo indicador nas letras estabelecendo a comunicação.

Diálogo (fala escrita): consiste na utilização de uma máquina braille, máquina de escrever eletrônica, um gravador e uma linha telefônica. O surdocego escreve na máquina e o texto é impresso, assim, o vidente lê e utiliza a mesma forma para escrever e assim está estabelecida a comunicação.

CCTV: é um ampliador de imagens que visa auxiliar a pessoa que tem um resíduo visual muito pobre a ler e escrever, o CCTV amplia em até sessenta vezes o tamanho da figura.

Tellethouch – Este aparelho tem teclado de uma máquina braille e um teclado normal. O teclado braille assim como o teclado normal levantam na parte de trás do aparelho uma pequena chapa de metal, a cela braille, uma letra de cada vez. É um dos principais meios de interação do surdocego com outras pessoas. Ao interlocutor do surdocego basta saber ler. Sabendo ler precionará as teclas normais da tellethouch como se estivesse redigindo um texto escrito qualquer.

Letras de forma: Esta é a forma mais simples de comunicação para a pessoa com surdocegeuira. Neste caso, é preciso que o interlocutor saiba as letras maiúsculas do alfabeto. O dedo indicador funciona como uma caneta e o interlocutor escreve na palma da mão do surdocego.
                                                     
Tadoma: Consiste na vibração da fala do interlocutor. A pessoa surdocega, coloca as mãos na face do interlocutor próxima à boca e sente a vibração da fala. É preciso muito treino e prática da pessoa surdocega para estabelecer comunicação utilizando este método.

Bibliografia

sábado, 8 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

A educação escolar de pessoas com surdez perpassa tempo e  mudanças políticas. Houve e há até os dias atuais embates políticos e epistemológicos sobre o bilingüismo. Nesse sentido a educação dessas pessoas se fundamentaram em três abordagens diferentes: A oralista, a comunicação total e o bilingüismo.
O oralismo é um método de ensino para pessoas com surdez, no qual se defende que a maneira mais eficaz de ensinar o surdo é através de da língua oral, ou falada. As pessas surdas que fazem uso  deste método de ensino são considerados surdos oralizados. O Oralismo objetiva  também a integração do surdo  na sociedade ouvinte, dando-lhe  as condições necessárias para  desenvolver a língua oral do seu país.
A comunicação total propõe a completa liberdade na prática de diversas  estratégicas que permitam a plena  comunicação da pessoa com surdez, seja por meio da oralidade, dos sinais ou pela junção desses métodos.
Segundo Pierucci (1999), áqueles que defendem a cultura, a identidade e a comunidade surda apóiam-se no discurso das diferenças, alegando que elas precisam ser compreendidas nas suas especificidades, porém, pode-se cair na cilada da diferença, que em nome da diferença, pode-se também segregar.
O bilingüismo contribui para o desenvolvimento cognitivo, favorece na  ampliação do  pensamento criativo da criança surda. O bilínguismo ressalta a atenção para o aspecto da identificação da pessoa com surdez para com seus pares, que lhe possibilita e permita a construção e compreensão da sua condição de surdo.
Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngüe, a escola está assumindo uma política lingüística em que duas línguas passarão a co-existir no espaço escolar. Além disso, também será definido qual será a primeira língua e qual será a segunda língua, bem como as funções em que cada língua irá representar no ambiente escolar. Pedagogicamente, a escola vai pensar em como estas línguas estarão acessíveis às crianças, além de desenvolver as demais atividades escolares. As línguas podem estar permeando as atividades escolares ou serem objetos de estudo em horários específicos dependendo da proposta da escola. Isso vai depender de “como” , ‘onde” e “de que forma” as crianças utilizam as línguas na escola. (MEC/SEESP, 2006)

Para Mirlene Ferreira Macedo Damázio, atualmente o maior problema na escolarização das pessoas com surdez são as  práticas pedagógicas. Segundo a autora se faz necessário  repensar essas práticas para que os alunos com surdez, não acreditem que suas dificuldades para o domínio da leitura e da escrita são advindas dos limites que a surdez lhes impõe, mas principalmente pelas metodologias adotadas para ensiná-los.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Descrição e Audiodescrição “post”




O vídeo Menina Bonita do  Laço de Fita, que narra a história de Ana Maria Machado, pode ser explorada através de questionamentos após a apresentação do vídeo.
Os seguintes questionamentos podem ser feitos:
a) Que é a autora da história?
b)Onde ela nasceu?
c)Além de escrever o que mais ela gosta de fazer?
d) O que ela acha bacana?
e) Qual o nome do ilustrador? 
f)Descreva a menina da história.
g) Descreva o coelho.

Esses são alguns questionamentos que podem ser feitos. Também podemos explorar os personagens através de fantoches, pedir que as crianças os toquem e os descrevam, diferenciem um do outro.

sábado, 30 de novembro de 2013

Descrição e Audiodescrição

O direito à informação, à cultura e ao lazer é assegurado pela Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2008, obtendo valor de emenda constitucional. A lei de acessibilidade 10.098/2000 e outras normas brasileiras também garantem os mesmos direitos. Já o decreto 5.296/2004 determina a implantação de três sistemas para amplo acesso das pessoas com deficiência aos produtos audiovisuais: o closed caption (legenda), a Libras (Língua Brasileira de Sinais) e a audiodescrição (tradução falada da imagem).

A portaria 188, publicada em março deste ano pelo Ministério das Comunicações, é a mais recente norma brasileira a tratar do tema. Ela estabelece que as tevês analógicas e digitais têm até o mês de julho de 2011 para implementar recursos de acessibilidade em, no mínimo, duas horas semanais da programação. A audiodescrição deverá ser transmitida em canal secundário de áudio, a exemplo da tecla SAP. Pela portaria, dentro de dez anos, as Tvs deverão oferecer 20 horas semanais de programação acessível.

“A audiodescrição visa tornar efetivo o direito constitucional de acesso à informação, não só a pessoas com deficiência visual, mas também a pessoas que por conta de qualquer outro tipo de deficiência que não possam ver a imagem ou intepretá-la, caso dos deficientes intelectuais”, explica procuradora da República Mona Lisa Duarte Ismail. Para que o recurso entre em vigor, foi proposto um cronograma no qual as geradoras cedentes de programação (chamadas cabeças-de-rede) já licenciadas para transmitir com tecnologia digital tem o prazo de 12 meses, que começou a valer foi a partir de julho de 2010.”


A ferramenta da audiodescrição vai além de sua aplicação na TV, descrevendo informações visuais indispensáveis à compreensão plena de pessoas portadoras de deficiências visuais em filmes, propagandas, espetáculos de dança e peças de teatro. Além disso, o uso do recurso se aplica no turístimo (passeios, visitas), eventos esportivos (jogos, lutas, competições) e acadêmicos (palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, experimentos científicos, histórias).

A proposta da audiodescrição é sincronizar descrição na imagem que aparece, mas, como a imagem é mais rápida do que o som, essa sincronia não é a mais perfeita. Porém, só os profissionais qualificados e com experiência adquirida conseguem transmitir a mensagem de forma coerente”, explica Lima. Outra peculiaridade é a forma como é traduzida. O audiodescritor não deve interferir na forma que o sujeito vai interpretar a imagem no seu imaginário. “Não deve dizer, por exemplo, que a mulher é bonita ou feia, pois a opinião dessas características é 
particular a cada ser.



A audiodescrição é um recurso relativamente novo no Brasil. Porém, dentro da sala de aula podemos trabalhar diferentes contextos através de filmes, ou até mesmo entender gráficos e mapas. Dessas forma uma das ferramentas a ser utilizada nesse processo diz respeito as histórias, sendo aplicadas a filmes como exemplo temos diferentes filmes interessantes, teatro audiodescritivo, que tanto pode ser passado em sala como até mesmo em cinemas. Podemos através de DVDs e Computadores utilizar até mesmo um arquivo no formato MP3, este, pode dar acesso a toda uma exposição com audiodescrição.Essas histórias (filmes), possibilita ao aluno com DV, ampliar o seu horizonte, desenvolver sua imaginação bem como estimular a sua capacidade de interpretação, isso faz com que o aluno possa se inserir e sentir-se parte de um processo inclusivo. Assim,a audiodescrição pode ser fundamental na inclusão dessas pessoas. "Elas são excluídas, porque as pessoas acham que um cego nunca vai poder ir a um cinema, a um teatro, a uma exposição a um jogo de futebol, a uma competição de natação". Entretanto, muitas ações e pesquisas demonstram que é possível dar a acesso a esse público por meio da audiodescrição.


BIBLIOGRAFIA
http://www.vercompalavras.com.br/definicoes-acessado em 29/12/2013

Fonte: Inclusão em Debate
http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2013/11/descricao-de-imagens-na-geracao-de-material-digital-acessivel-mecdaisy-audiodescricao.html.Acessado em 29/12/2013

http://acessopcd.blogspot.com.br/2012/06/curso-de-audiodescricao-esculpindo.html Acessado em 29/12/2013

http://www.maisdiferencas.org.br/site/cultura-inclusiva/ Acessado em 29/12/2013

Fonte: Inclusão em Debate http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2013/11/descricao-de-imagens-na-geracao-de-material-digital-acessivel-mecdaisy-audiodescricao.html Acessado em 29/12/2013



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Atividades Lúdicas para Alunos com Deficiência Intelectual

BONECO ARTICULADO


Estimula:
Noção do esquema corporal, conscientização sobre as partes do corpo e suas posições, habilidade manual.
Descrição:

As partes do corpo recortadas em cartolina: cabeça, pescoço, tronco, dois braços, dois antebraços, duas mãos, duas coxas, duas pernas e dois pés. Para juntar as partes fazendo as articulações, podem ser feitos furos com o furador de papel e colocadas tachas, que se abrem depois e perfurar o papel. Outra alternativa é furar as articulações com uma agulha grossa e barbante, e depois dar um nó de cada lado do barbante.

Possibilidades de exploração:
-Recortar e montar o boneco articulado.
-Pedir a uma pessoa que sirva de modelo, assumindo diferentes posições que os alunos  procurarão reproduzir com seus bonecos.
-Fazer o exercício contrário, colocar o boneco em posições que as pessoas deverão representar.
-Descobrir quais as posições que podem ser feitas com o boneco mas que são impossíveis de serem realizadas pelo ser humano.


BOLICHE DE LATAS

Estimula:
Motricidade, coordenação motora ampla, coordenação viso-motora, arremesso ao alvo, controle de força e direção.

Descrição:
Bolas de meia feitas com algumas meias juntas, que são enfiadas no fundo de uma meia comprida. Para arrematar, torcer e desvirar o cano da perna da meia várias vezes, recobrindo a bola para, posteriormente, costura-la. Latas vazias, do mesmo tamanho, com números colados.

Possibilidades de exploração:
 
-Empilhar as latas fazendo um castelo.
-Jogar como boliche: cada jogador arremessa três bolas, tentando derrubar todas as latas.
-Contar os pontos de acordo com os números escritos nas latas derrubadas.
-Vence o jogo quem tiver feito mais pontos.



CAI NÃO CAI

Estimula:
Atenção, motricidade, percepção visual,
noção de cor e quantidade.
Descrição:
Garrafa plástica descartável, contas ou material de contagem e varetas.
Fazer vários furos com arame quente de um lado ao outro da garrafa. Colorir  varetas (palitos de churrasco) em  várias   cores.   Selecionar
material de contagem nas mesmas cores das varetas. Para montar o jogo colocam-se as varetas nos furos da garrafa e, após, o material de contagem.

Possibilidades de exploração:
-Retirar uma a uma as varetas sem deixar cair as peças.
-Pode participar uma criança para cada cor de vareta. Cada jogador escolhe uma cor e, na sua
 vez de jogar, só poderá movimentar as suas varetas, tentando não deixar  cair as suas contas.






BIBLIOGRAFIA

http:www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2444-6.pdf.acesso em 18/10/2013