sábado, 8 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

A educação escolar de pessoas com surdez perpassa tempo e  mudanças políticas. Houve e há até os dias atuais embates políticos e epistemológicos sobre o bilingüismo. Nesse sentido a educação dessas pessoas se fundamentaram em três abordagens diferentes: A oralista, a comunicação total e o bilingüismo.
O oralismo é um método de ensino para pessoas com surdez, no qual se defende que a maneira mais eficaz de ensinar o surdo é através de da língua oral, ou falada. As pessas surdas que fazem uso  deste método de ensino são considerados surdos oralizados. O Oralismo objetiva  também a integração do surdo  na sociedade ouvinte, dando-lhe  as condições necessárias para  desenvolver a língua oral do seu país.
A comunicação total propõe a completa liberdade na prática de diversas  estratégicas que permitam a plena  comunicação da pessoa com surdez, seja por meio da oralidade, dos sinais ou pela junção desses métodos.
Segundo Pierucci (1999), áqueles que defendem a cultura, a identidade e a comunidade surda apóiam-se no discurso das diferenças, alegando que elas precisam ser compreendidas nas suas especificidades, porém, pode-se cair na cilada da diferença, que em nome da diferença, pode-se também segregar.
O bilingüismo contribui para o desenvolvimento cognitivo, favorece na  ampliação do  pensamento criativo da criança surda. O bilínguismo ressalta a atenção para o aspecto da identificação da pessoa com surdez para com seus pares, que lhe possibilita e permita a construção e compreensão da sua condição de surdo.
Ao optar-se em oferecer uma educação bilíngüe, a escola está assumindo uma política lingüística em que duas línguas passarão a co-existir no espaço escolar. Além disso, também será definido qual será a primeira língua e qual será a segunda língua, bem como as funções em que cada língua irá representar no ambiente escolar. Pedagogicamente, a escola vai pensar em como estas línguas estarão acessíveis às crianças, além de desenvolver as demais atividades escolares. As línguas podem estar permeando as atividades escolares ou serem objetos de estudo em horários específicos dependendo da proposta da escola. Isso vai depender de “como” , ‘onde” e “de que forma” as crianças utilizam as línguas na escola. (MEC/SEESP, 2006)

Para Mirlene Ferreira Macedo Damázio, atualmente o maior problema na escolarização das pessoas com surdez são as  práticas pedagógicas. Segundo a autora se faz necessário  repensar essas práticas para que os alunos com surdez, não acreditem que suas dificuldades para o domínio da leitura e da escrita são advindas dos limites que a surdez lhes impõe, mas principalmente pelas metodologias adotadas para ensiná-los.