domingo, 29 de junho de 2014

O texto “O modelo dos modelos” e sua relacão com o AEE



O texto de Ítalo Calvino “O modelo dos modelos”, nos leva a uma reflexão sobre nossa prática profissional e também sobre visão do outro.  Pois para nós educadores a reflexão  sobre o nosso papel na sociedade e a busca por mudanças deve ser algo contínuo. Devemos nos lembrar que ao longo dos anos nossa educação vem passando por transformações significativas, que tem por finalidade formar educandos  formadores de opinião e cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.
Trazendo o texto para nossa prática no AEE, podemos dizer que o texto de Ítalo Calvino seja reflexo da caminhada da Educação Inclusiva ao longo da história da nossa educação. Pois passamos por várias mudanças, “modelos”, os quais estão sempre em discussão e reflexão:
No ano de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) para a educação foi publicada.  Tais diretrizes tomaram como referência o texto da Constituição Federal de 1988 e do  Estatuto da Criança e do Adolescente para explicitar a declaração do direito à educação, sem apresentar, em relação a esses documentos, alterações significativas. É importante  destacar que essa normativa também assume a escola pública como espaço de todos.  E no que se refere à Educação Especial, a Lei nº 9.394/96 apregoa/reforça a  universalização da educação. Essa lei preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar  aos alunos currículos, métodos, recursos e organizações para atender as suas necessidades  específicas. Vale lembrar que, com a LDB de 1996, a Educação Especial passou a ter um  capítulo exclusivo – o capítulo V –, apresentado em três artigos que caracterizam a  modalidade de ensino:
Brizzolla (2007) considera que, no contexto histórico-político da educação brasileira, o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade estabeleceu sua proposta de mudança social de forma explícita, comprometendo-se com princípios de justiça e equidade social.  
Calvino, nos mostra que como seres em mutação de opiniões,  e que vivemos no mundo de diversidades e que nossas escolas por sua vez , é um mundo onde boa parte dessas diversidades se encontram. E nesse espaço que nós professores nos tornamos seres responsáveis por despertar em nossos alunos o senso de respeito e responsabilidade que devemos ter por nós e pelos outros. È claro que não é uma tarefa fácil, mas é exatamente isso que o escrito, através de seu personagem Palomar, nos mostra. Pois nós educadores não devemos ficar na mesmice, seguindo modelos antigos de educação, ter pensamentos limitados. Devemos sim, ousar nas nossas idéias de mudanças. E  nós professores de AEE, temos uma diversidade de desafios em nossas mãos, e a responsabilidade de sermos modelos de transformação na comunidade escolar  e na vida de nossos alunos .
Por fim, ítalo Calvino faz com que  reflitamos sobre nossa prática, quando diz:  “eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”.


Fonte: http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/801/646. 
Em 28/06/2014.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA QUE POSSA APOIAR O ALUNO COM TGD EM SEU DESENVOLVIMENTO

PRANCHAS DE COMUNICAÇÃO

Déficits na comunicação e interação social são características de pessoas com TEA.
Uma das características do autismo são alterações na socialização, linguagem/comunicação e comportamento.
Os Recursos de baixa tecnologia, como as pranchas de comunicação contribuem  para proporcionar e ampliar habilidades funcionais das pessoas com autismo e consequentemente promover sua maior independência.
As pranchas de comunicação podem ser utilizadas com alunos com TEA, em todas as idades dependendo das dificuldades de comunicação. As atividades com pranchas podem ser usadas em todo o ambiente escolar com:(sala de aula comum, AEE, Biblioteca, laboratório de informática, etc). Para facilitar o desenvolvimento do aluno com autismo se faz necessário que o professor faça intervenções constantes para que sua oralidade seja explorada.
As pranchas servem também para facilitar e possibilitar a construção do conhecimento através de objetos ou com vocabulários dos símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números, ambiente, objetos de uso, comida, animais e outros, sendo trocados por outros no momento em que estes se apropriarem do significado. Elas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras do usuário, conforme as necessidades do mesmo.
Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar apontar ou ter a informação apontada pelo seu mediador de comunicação dependendo de sua condição motora.

PRANCHAS COM SÍMBOLOS PCS


Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS - Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.



descrição de imagem:

Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias sociais (oi, podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer, beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã e suco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).

TRABALHAR SOCIALIZAÇÃO E ORALIDADE


Para trabalhar o nome dos colegas da sala, pode-se utilizar esse tipo de chamada. O aluno coloca a foto dos colegas que estão presentes, nomeia–os e realiza a  contagem dos presentes. É uma maneira lúdica e que geralmente surte efeito na  aprendizagem e socialização do aluno.




TRABALHANDO A ROTINA

Uma característica do aluno autista é a necessidade de ter segurança em sua rotina diária, para auxiliar nessa necessidade podemos montar a rotina semanal utilizando fichas / cartaz organizando a rotina diária/semanal do aluno Autista. Utilizar o sistema baseado em figuras ou fotos selecionadas de acordo com as necessidades e/ou interesses individuais. Quando o autista estabelece a associação entre a atividade e o símbolo facilita tanto a comunicação quanto à compreensão.



http://www.bengalalegal.com/boardmaker -  acessado em 05/06/2014

http://www.assistiva.com.br/ca.html. Acessado em 05/06/2014

http://jucienebertoldo.files.wordpress.com/2013/05/caderno pedagc3b3gico-autismo-com-sugestc3b5es-de-atividades-jogos-e-ilustrac3a7c3b5es.pdf . Acessado em 05/06/2014.